Os Passos Da Vida De Um Dono De Um Negócio

BLOG DE MIGUEL MATOS

“DAR VIDA ÀS ORGANIZAÇÕES FAZENDO-AS CRESCER, TORNANDO-AS EFICIENTES”

ÚLTIMOS ARTIGOS

Os Passos Da Vida De Um Dono De Um Negócio

Os Passos Da Vida De Um Dono De Um Negócio

Em condições normais, ser dono de um negócio e obter com isso, a nossa independência financeira, é um caminho que nos faz passar por vários estados. Dirijo-me a si caro empreendedor, que está neste momento a ler este texto, para lhe transmitir com total convicção baseada na minha experiência de consultor de gestão, gestor e dono de um negócio, de que no momento seguinte a ter criado um negócio, você não se tornará imediatamente dono dele. Apenas será detentor da propriedade da empresa que gere o negócio que se propôs explorar.

Um empreendedor, quando deixa de trabalhar por conta de outrem, no momento em que concretiza a sua ideia de negócio, consolidando-a numa empresa juridicamente autónoma, de sua propriedade inteira ou partilhada com outros sócios, o que estará verdadeiramente a fazer é a assumir as funções de empregado por conta própria. E esse novo estado, bem como as novas funções a ele inerentes colocam-no numa situação de maior risco do que quando trabalhava por conta de outrem, sobretudo porque o seu rendimento pessoal será muito mais incerto e estará constantemente indexado ao tempo que dedicar ao negócio que acabou de criar. Haverá um longo período de tempo em que a incerteza do seu rendimento será a sua única constante. Isso exige-lhe uma superior capacidade de enfrentar a incerteza, um grau elevado de resiliência e exigirá que acredite fortemente em si mesmo e nas suas capacidades.

Seguir-se-á naturalmente, no entanto, uma outra fase, isto se o negócio que anteriormente criou, efetivamente crescer, em que os processos de gestão operacional, comercial, financeiro entre outros, começarão a ser desenvolvidos por colaboradores seus, iniciando-se uma nova etapa do seu caminho até à tão desejada independência financeira. Nesta nova fase, o principal fator de sucesso do negócio que criou será a sua disponibilidade e capacidade para delegar tarefas e sobretudo para escolher as pessoas certas a quem as delegar. Terá atingido nesse momento o estado de gestor do negócio que criou.

Mas mesmo este não é o estado último, o seu desejo último, o verdadeiro sonho que esteve na génese da sua decisão de criar um negócio. Convenhamos, o seu verdadeiro desejo, quando criou o negócio, foi um dia ser livre para utilizar o seu tempo da forma que desejasse, dedicando-o na medida que escolhesse à sua família, à prática do seu desporto ou passatempo favorito, às conversas amenas infindáveis com os seus amigos, à fruição de um rendimento ou nível de riqueza que lhe permitisse fazer as escolhas nas compras ou investimentos com que sempre sonhou, sem se preocupar a cada momento com o preço de cada produto ou serviço que adquirisse, e sem que tivesse que dedicar o seu tempo disponível de vida para obter esse mesmo rendimento.

Mas esse estado de independência financeira só se atinge à custa de um negócio, quando esse negócio é capaz de gerar um rendimento suficiente, sem a sua presença constante enquanto seu líder, para suportar o volume de despesas do nível de vida que o satisfaz. Nesse momento quando essa condição está garantida, você, caro empreendedor, atingiu o estado de dono do negócio que criou. Nesse momento você é Livre, sendo Dono de um Negócio. Mas para isso, há uma condição fundamental, sem a qual você nunca chegará a ser livre, sendo dono de um negócio. E ela é a existência de um gestor do negócio que você criou, com total autonomia de decisão, em que você deposita confiança total. Um gestor do negócio, que como qualquer ser humano igual a si, sinta intimamente o desejo sincero de continuar para sempre a ser o gestor do seu negócio. Para isso, terá de haver um grau de confiança recíproca entre ambos. E uma clareza e transparência a toda a prova na partilha dos objetivos de vida de cada um de vós.

Acredite caro empreendedor, que ser livre, sendo dono de um negócio, dá muito trabalho e exige total concordância de intenções entre si e todos os colaboradores do seu negócio. Por tudo isto é que aqueles que são livres enquanto donos de um negócio, o merecem inteiramente. Lembre-se caro empreendedor que só poderá ser livre, sendo dono de um negócio, se não o for em prejuízo dos desejos ou dos sonhos dos outros.

Deixe o seu comentário